Autoridades portuguesas acionam cooperação internacional por desaparecimento de brasileira

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A brasileira Rosiney Trindade de Oliveira, que se mudou para Portugal há um ano, não foi mais vista desde 14 de novembro de 2018. Ela havia chegado ao país lusitano em 1º de outubro. A polícia local abriu uma investigação sobre o caso no início do ano, mas até então não há notícias do paradeiro da jovem. As autoridades portuguesas acionaram, portanto, o protocolo de cooperação internacional.

O grupo “Onde está a Rosy?” no Facebook, que consta com 1,3 mil membros, foi criado para usuários da rede social trocarem pistas que ajudassem nas investigações e participassem de manifestações.

Segundo Marilei de Oliveira Pires, de 38 anos, irmã de Rosy, suas fontes de informação em Portugal são apenas brasileiros dispostos a ajudar.

O caso está a ser investigado pela polícia portuguesa, Polícia Judiciária de Coimbra. A Adidância da Polícia Federal junto à Embaixada do Brasil em Lisboa está prestando apoio à Polícia Judiciária portuguesa através de cooperação policial internacional”, disse a Embaixada do Brasil em Lisboa em um comunicado.

Após breve passagem pela capital, Rosy – como é conhecida – se mudou para a vila de Condeixa-a-Nova, na região de Coimbra, para trabalhar em um restaurante. No local, havia um alojamento, onde ela passou a morar. No entanto, a família e o dono do estabelecimento apresentaram, desde o início, versões conflitantes sobre a situação da brasileira no país.

A história começou a repercutir na imprensa portuguesa em janeiro, depois que uma empresária brasileira, identificada como Larissa Ventura, registrou ocorrência no dia 20 de dezembro de 2018. Ela disse ter visto um post no Facebook de uma sobrinha de Rosiney, Daiane de Oliveira Pires, pedindo ajuda para conseguir localizar sua tia. Segundo a sobrinha, Rosiney enviava notícias sobre como estava desde o início de sua estadia no país, em 1º de outubro de 2018.

Rosiney tinha o costume de dar notícias a seus parentes

A sobrinha dela postou num grupo de brasileiros e entrei em contato com ela. Daiane disse que Rosiney respondeu a uma vaga de emprego em Coimbra e os donos do restaurante foram buscá-la em Lisboa. Peguei o nome do restaurante onde ela estava e o contato do dono para entender o que tinha acontecido. Num primeiro momento ele se mostrou solícito e confirmou que tinha ido buscá-la na outra cidade. Ele contou que parecia que Rosiney estava há muitos dias sem comer, começou a apresentar um comportamento estranho e bebia muito, mas deixou que continuasse no alojamento e lhe daria comida até que ela se resolvesse — havia relatado Larissa à época.

Para a empresária, o dono do restaurante deixou a impressão de querer manchar a imagem de Rosiney, frisando que “era uma alcoólatra que tinha fugido de livre e espontânea vontade”. Ela suspeita de que a brasileira tenha se envolvido com uma rede de prostituição.

José Correia, de 46 anos, proprietário do Restinova, em Condeixa-a-Nova, rebateu as acusações feitas contra seu restaurante.

— Não admito que ninguém que não me conhece difame a minha empresa. Respeito todas as pessoas. Não quero problemas. Ela é alcoólatra, está a precisar de ajuda e saiu daqui por livre e espontânea vontade. A família pôs em dúvida a minha palavra — afirmara José.

A família de Rosiney apresentou uma versão distinta sobre os fatos e suspeita de tráfico de mulheres.

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