Projeto de museu sobre ditador é alvo de polêmica em Portugal

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Projeto de museu sobre ditador é alvo de polêmica em Portugal

Críticos temem que iniciativa transforme cidade em santuário de fascistas

Com orçamento estimado em 150 mil euros (aproximadamente R$ 688,6 mil), o projeto deve ser instalado na atual Escola-Cantina Salazar, ao lado da casa onde viveu o político. Serão inicialmente duas salas de exposições temporárias, além de conteúdo multimídia e objetos pessoais de Salazar.

“Este será um local para o estudo do Estado Novo e nunca um santuário para nacionalistas. O que vai ser dado a conhecer é um período de 50 anos da história do nosso país, que teve como figura-chave Salazar”, disse, em nota.

ic_share Leia Mais Ícone fechar Voltar Ver novamente Ícone seta para esquerda Voltar Ícone seta para cima Ícone seta para baixo Ícone seta para esquerda Voltar Compartilhe Apesar das justificativas, as reações contrárias começaram logo após o anúncio do projeto. Muitos críticos manifestam a preocupação de que Santa Comba Dão se torne um lugar de peregrinação de neofascistas e nacionalistas de vários pontos da Europa.

Quase 18 mil aderiram a um abaixo-assinado contra o museu. A petição virtual afirma que o projeto de Santa Comba Dão está “longe de visar a esclarecer a população e sobretudo as jovens gerações” e que seria “um instrumento a serviço do branqueamento do regime fascista (1926-1974) e um centro de peregrinação para os saudosistas do regime derrubado com o 25 de Abril”.

“Não aceitamos que aqueles que evocam constantemente o valor da liberdade se revelem inimigos dessa mesma liberdade quando ela não vai de encontro aos seus interesses.”

“A diferença é que, quando nós temos um museu do 25 de abril, nós estamos a homenagear a revolução. Quando temos um museu do Salazar, estamos a homenagear a ditadura. O nome que damos a um museu não é um mero acaso”, completa a historiadora.

 

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